Situações de Aprendizagem Mód.3

AVESTRUZ
                   Mário Prata

Levantamento de hipóteses

         Quem já viu um avestruz?
         Onde o viu?
         Descreva-o;
         Quem já viu um ovo de avestruz?




DURANTE A LEITURA

         Leitura silenciosa;
         Exploração de vocabulário : levantamento e pesquisa em dicionários, em grupos;
         Chamar atenção para expressões, como:
         “ter estômago de avestruz” “ enterrar a cabeça como avestruz”



         O avestruz enterra a cabeça quando fica com muito medo?

A cena é típica de desenho animado, mas não passa de mito. Quando sente medo, o avestruz normalmente sai correndo, como a maioria dos animais. Ou ataca, quando se vê ameaçado e não tem para onde correr. Mas jamais enterra a cabeça. Essa lenda certamente tem origem no seu hábito de ficar ciscando em meio à vegetação rasteira. Extremamente curiosa, essa ave abaixa a cabeça para vasculhar o terreno e apanhar com o bico tudo aquilo que achar interessante.




Curiosidades
         Qual a finalidade da criação de avestruzes?
         O que se aproveita dele?






PÓS LEITURA
         Quem tem animal de estimação exótico ou conhece alguém que tenha?
         Explicar porque é considerado exótico.
         Atividade intertextual com Ciências: propor pesquisa de outros animais exóticos usados como de estimação e seus nomes científicos e curiosidades







ATIVIDADE / AVALIAÇÃO

         A partir da pesquisa sobre animais exóticos, criar textos de diferentes gêneros:
§        Crônica;
§        H.Q.;
§        Notícia;
§        Cartaz de utilidade pública;
         Socialização dos textos criados;
         Reescrita de uma produção coletivamente: observando aspectos linguísticos.

Transformar a Crônica em Teatro.

Como é um texto bem humorado daria uma boa comédia.
O professor orientaria as modificações para o gênero dramático e aceitaria as idéias dos alunos quanto ao figurino e ao cenário.

                                                                           Ficha de Leitura:

  Nome.................................................,nº......... e série.........
 
*Nome do autor...............................................

*Nome do texto................................................

*Local e data da edição.....................................

*Tipologia textual...............................................

*Tema tratado no texto......................................

*Identifique o: 

 a) conflito;

 b) clímax;

 c) desfecho;

*Faça um breve resumo do texto:

*Dê sua opinião sobre ele:

* Você o recomendaria aos amigos?



“PAUSA” – Moacyr Scliar




ž     Leitura silenciosa / compartilhada
ž     Identificação do gênero
ž     Localização dos “pontos-chave” do enredo
ž     Apropriação do conteúdo
ž     Sensibilização sobre o tema
ž     Dúvidas ortográficas / estruturais
ž     Retorno por parte do aluno

Adaptação de Gênero Textual

ž     Identificar o enredo básico e os pontos que devem permanecer na construção do texto.
ž     Apropriação do gênero “Conto” e suas características.
ž     Apropriação dos diversos tipos de gêneros para a passagem de um gênero para o outro.
ž     Trabalho em equipe e uso da criatividade.
ž     Recursos materiais e tecnológicos.

GÊNEROS TEXTUAIS

ž     Oferta de recursos textuais para os alunos.
ž     SENDO ALGUMAS POSSIBILIDADES:

TEATRO
ž     Texto para ser representado e não lido.
ž     Criação dos alunos sobre cenários/figurino.
ž     Adaptação para o texto teatral. Criação de diálogos.
ž     Construção de uma nova sequência de eventos.
ž     Criação de personagem.


Notícia – Informativo
ž     Passagem do texto literário para o não-literário.
ž     Adaptação para o texto informativo.
ž     Escolha dos eventos para noticiar.
ž     Refazer os processos na construção do texto.
ž     Repensar o público-alvo.

Música/ Narrativa em Versos
ž     O aluno revê os conceitos relacionados a musicalidade.
ž     Adaptação do enredo para o texto versificado.
ž     Criação coletiva.
ž     Apropriação dos conceitos relacionados a metrificação e rima. Assim como, figuras de linguagem.

BLOG
ž     São inúmeras as possibilidades:
a)      Como espaço de discussão do conto.
b)      Como espaço de criação e reescrita.
c)      Como ferramenta de divulgação do conteúdo.
d)      Como lugar de busca do conhecimento.
e)      Como formador de identidade.

O texto de Moacyr Scliar traz como tema as relações pessoas e familiares que todos nós vivemos no dia-a-dia. Essa temática é muito rica, principalmente para o jovem que está em processo de descoberta e definição da sua identidade. Essa descoberta pode servir para produções de texto muito ricas em conteúdo.

Exposição
ž     Em uma sala ambiente que tenha como tema o conto “Pausa” – Moacyr Scliar , os alunos apresentarão as produções feitas durante o percurso. Ao entender o seu próprio trabalho e o trabalho do outro, o educando fará uma avaliação de si e dos outros.
ž     Desta maneira ele incorpora através desta autoavaliação os conteúdos trabalhados.


Exercícios baseados no texto "Pausa" de Moacyr Scliar.

Estudo das palavras.

1- Encontre no texto: Palavras desconhecidas

 Diga: O que você acha que significa?                                                                                                      

Verifique: O que diz o dicionário:

 2-Procure o verbete mover no dicionário. Qual o significado de mover no trecho "...Lá em baixo a cidade começava a mover-se..."

3-Qual a classe gramatical das palavras: vorazmente e lentamente?

4- Qual foi à intenção do autor ao utilizar tanto esta classe gramatical? Resposta pessoal.

Estudo do texto:

1- Quantas e quais são as personagens do texto?

2- Descreva o Samuel / Isidoro e sua mulher:

3-O narrador está em 1ª pessoa (participa da trama), ou em 3ª pessoa(não participa da trama)? Justifique com palavras do texto.

4-Quando aconteceram os fatos? Quanto tempo durou este episódio?

5- Na sua opinião, qual a razão de Samuel passar o domingo inteiro em um hotel pobre e não em casa com a esposa?

6-É possível que um fato corriqueiro sirva de inspiração para produção de crônicas?

7-Os fatos narrados são comuns ou são especiais e notórios?


O primeiro Beijo Antônio Barreto






Estratégias de leitura

v     ANTECIPAÇÃO DO TEMA OU IDEIA PRINCIPAL A PARTIR DO EXAME DE IMAGENS OU DE SALIÊNCIAS GRÁFICAS:

          Importância do beijo em determinadas situações
         Depoimentos sobre o 1º beijo
         Apresentação e Leitura do texto: O primeiro beijo – Antonio Barreto;
         Discussão:
          
Ø      Beijo;
Ø      Namoro;
Ø      Romance;

v     LOCALIZAÇÃO OU CONSTRUÇÃO DO TEMA OU DA IDEIA PRINCIPAL.

v     CONSTRUÇÃO DO SENTIDO DO TEXTO.

v     IDENTIFICAR REFERÊNCIAS A OUTROS TEXTOS, BUSCANDO INFORMAÇÕES ADICIONAIS SE NECESSÁRIO.

         O beijo nos dias de hoje como ele é visto pelos adolescentes, ou pelas pessoas em geral?

Ø      Festas;
Ø      Baladas;
Ø       Namorar / Ficar

Sugestão de atividade de interdisciplinaridade

v     CONSTRUÇÃO DA SÍNTESE SEMÂNTICA DO TEXTO.

v     AVALIAÇÃO CRÍTICA DO TEXTO.

         Palestra com o Professor /a de Química ou Biologia.

Uso do laboratório ou o manequim para a exemplificação da musculatura ao ato do beijo citado no texto.

PRODUÇÃO FINAL: Escrita de relato de experiência ou depoimento, sobre o primeiro beijo.

Crônica: a arte da vida na sala de aula

 Conteúdos :
Literatura, estudo de texto e gêneros textuais

Habilidades:
Identificar a estrutura da crônica em diferentes formas e espaços de comunicação e desenvolver o hábito da leitura

Tempo estimado:
Três aulas

A crônica é o gênero mais confessional do mundo, pois o cronista tira os seus temas do próprio cotidiano e fala de tudo, de política a sentimentos pessoais, aberta ou disfarçadamente, deixando ao leitor o prazer do desvendar. Talvez por isso seja um texto dos mais agradáveis de ler e uma forma extremamente eficaz de seduzir o aluno para a leitura.  Podemos  aproveitar o texto do Meu primeiro beijo para fazer um estudo desse gênero textual, colocando os alunos no papel de autores.

Atividades
1ª aula - Apresente à classe uma lista com as características da crônica:
• É publicada geralmente em jornais ou revistas;
• Relata de forma artística e pessoal fatos colhidos no noticiário jornalístico e no cotidiano;
• Consiste em um texto curto e leve, que tem por objetivo divertir e/ou fazer refletir criticamente sobre a vida e os comportamentos humanos;
• Pode apresentar elementos básicos da narrativa - fatos, tempo, personagens e lugar - com tempo e espaço não limitados;
• O narrador pode ser observador ou se constituir em personagem;
• emprega a variedade informal da língua;
• Pode apresentar discurso direto, indireto e indireto livre.

Comente que o cronista expõe seu ponto de vista, seus comentários e deduções, suas ironias e interpretações a respeito de fatos (notícias ou dia-a-dia pessoal). Ele não tem, no entanto, por finalidade apenas a informação, mas sua universalização para que as pessoas aprendam alguma coisa com o que é, aparentemente, corriqueiro. 
Por isso, Lya Luft, escritora,  diz que esse é o melhor gênero para trabalhar em sala de aula.

Lendo alguns trechos de crônicas extraídas de jornais e revistas, mostre que os cronistas transformam o cotidiano em literatura.  
Depois disso, faça uma leitura coletiva do texto meu primeiro beijo ressaltando algumas características citadas anteriormente.
 Complete mostrando que a crônica  apresenta  uma narrativa e também,  pode comentar, analisar, descrever, sugerir, exemplificar, de maneira leve e curta, o cotidiano.

2ª aula - De acordo com a disponibilidade da escola, leve os alunos à sala de informática e peça que, em pequenos grupos, pesquisem os autores citados nos textos e alguns outros que o professor pode sugerir (de preferência, autores locais). 
Os jovens devem procurar uma crônica que fale sobre um tema que eles considerem interessante. Esta busca pode ser feita também em livros de Literatura, na biblioteca, ou em jornais e revistas.

Depois da escolha feita, eles devem identificar as características gerais da crônica escolhida para apresentar aos colegas, por meio de leitura e comentários. Para não ficar muito longo, pode-se pedir que cada grupo identifique uma das características, lendo apenas o trecho referente a ela. Podem ser lidas por inteiro aquelas que despertarem maior envolvimento da turma.

Vá destacando, durante as apresentações, a importância da coesão no desenvolvimento deste tipo de narrativa breve. As idéias e os fatos devem ser muito bem "costurados" para que o texto atinja seu objetivo.

Finalmente, para a aula seguinte, encomende a produção individual de uma crônica com tema livre, usando os textos pesquisados como referência.

3ª aula - Cada um lê e comenta sua crônica, explicando por que escolheu aquele assunto. Vale a pena fazer uma rápida avaliação oral coletiva. Pode levar umas duas aulas, mas você poderá ver o crescimento do interesse em ler as próprias produções e confirmar, a partir disso, a teoria da autora Lya Luft de que as crônicas são um ótimo instrumento a ser usado para estimular a leitura e a escrita.

 Dê um tempo para a exposição de opiniões e um breve debate sobre a tese do autor.

Filme baseado na obra clássica de Gabriel Garcia Márquez:


Você pode também desenvolver mais a ideia, fazendo um projeto para um mês ou mesmo um bimestre. De qualquer forma, vale a pena fazer uma sessão do filme Crônica de uma Morte Anunciada - baseado no clássico de Gabriel Garcia Márquez (ver  indicação ) e indicar a leitura de paradidáticos da série Para Gostar de Ler, cinco volumes com crônicas selecionadas que são uma ótima porta de entrada para o mundo da leitura. O ideal é que as escolhas sejam feitas de acordo com a faixa etária e a familiaridade do grupo com a leitura.





Outra atividade complementar que pode servir de conclusão é a transposição dos textos produzidos para o teatro ou mesmo para filmes de curta metragem - filmados com telefones celulares. 





É uma boa maneira de deixar bem claro que a crônica representa o cotidiano.

















2 comentários:

  1. Este trabalho explorando várias possibilidades de situações de aprendizagem enriquece as práticas pedagógicas dos professores que o lerem, e a criatividade dos alunos que a ele tiver acesso

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